“I don’t know where we are going now”

25 jul

Descobri uma coisa legal esses dias: canecas são copos que têm um lugar pra segurar. Isso não é o máximo? Deveríamos usar canecas pra beber todo tipo de coisa, não só coisas quentes. O que eu quero dizer é que não é legal um copo que tem um lugar pra você segurar? Se existem canecas porque nós usamos copos? Eu realmente estou gostando de canecas agora.

Tá, eu não sei porque estou falando disso. Talvez pra tentar ignorar o que eu realmente vim aqui pra escrever. A verdade é que estou pensando em coisas bem diferentes…

É que as coisas são feitas de alguma coisa. Tudo é composto por algum tipo de material e andei pensando se os sentimentos também são compostos de alguma coisa. Por exemplo, existem sentimentos que são frágeis como vidro, e que quando se quebram te cortam como mil pedacinhos afiados. Existem sentimentos que são duros como ferro, e que quanto mais martelam na sua cabeça, mais dói. Outros são tão simples que parecem ser feitos de ar, mas com mesma facilidade que entram em seus pulmões, saem deles rápido demais.

Acho que a maior parte do que eu sinto é feita de vidro. É por tão pouco que me decepciono, que me frustro e me deprimo…É o mesmo que acontece com uma jarra que, por apenas trincar, acaba em pedaços. Mas antes vidro do que ferro, geralmente os sentimentos de vidro só machucam a você mesmo, enquanto que os de ferro acabam por acertar os outros. E nem sempre aqueles que são acertados são os que merecem.

Já chorei pelos meus sentimentos de vidro, que me cortaram profundamente. Já chorei muito por ter sentimentos de ferro, que além de duros eram frios, e me arrependi de ter magoado pessoas com eles. E, por incrível que pareça, já chorei por sentimentos de ar, mas chorei por eles terem acabado tão depressa.

Acho que a felicidade é feita de ar, assim como o amor. A felicidade é calma como a brisa, e infelizmente passa tão rápido quanto ela. Ser feliz de verdade deve ser bom como respirar. Aconchegante como descansar depois de muito esforço. Deve ser aliviante como sorrir, sem gargalhar…Só sorrir.

Dakota- Stereophonics

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3 Respostas to ““I don’t know where we are going now””

  1. Melissa domingo, 22 agosto às 18:36 #

    que texto lindo. segurei uma lágrima aqui [sério].
    você escreve maravilhosamente bem.

  2. Fábio quinta-feira, 6 janeiro às 19:26 #

    Hmm… Já sei… Romance da terceira fase do modernismo brasileiro, marcado pela profunda sondagem psicológica e temperado por uma visível e instigante tendência byronista, característica que só posso aplaudir.

    😉

    • Jéssica sexta-feira, 7 janeiro às 22:03 #

      hahahaha…Não é pra tanto né Fábio!
      Mas já que é um elogio, eu aceito.

      Obrigada =)

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