“I am one of those melodramatic fools”

28 out

E cá estou eu, de volta depois de algum tempo (como sempre). Por mais que às vezes eu possa deixar de lado ou mesmo tentar evitar, simplesmente não consigo parar de escrever. É como eu disse antes, as coisas que a gente pensa precisam ir pra algum lugar, tem que haver um destino pra elas. O destino das minhas coisas é esse blog e o meu diário.

Andei pensando sobre umas coisas durante essas semanas, é engraçado como a gente vive e vai aprendendo as coisas. Observando a vida, me parece que é imensa e tediosa e que raramente coisas emocionantes/impactantes acontecem. A maioria dos dias da sua vida são todos muito parecidos e monótonos, parte de uma rotina que obrigaram você a seguir. O que chamam propriamente de vida, sua história ou seja lá como você queira chamar, acontece em momentos muito pequenos e rápidos, em uma noite ou em algumas horas. Acho que o que estamos chamando aqui de vida é decorrente das mudanças, entende o que eu quero dizer? Pra ser mais clara, acho que esses determinados momentos que ficam gravados na nossa memória, que são nossa história, são momentos de mudança, são quando algo novo acontece.

Mas a minha dúvida é: enquanto esse momentos “boom” não acontecem, como é que a gente se vira com a sucessão interminável de dias rotineiros? Eu sei, isso é bem chato. Percebi que a maioria das pessoas só tem vida própria nos fins de semana. É como se quisessem fazer acontecer um momento “boom”. Mas eu digo que já tentei fazer um momento desses acontecer e não deu certo, eles acontecem independente da nossa vontade. Não adianta sair no fim de semana e simplesmente pedir que aconteça um, ele vai acontecer quando você menos esperar. Talvez essa seja a graça do momento “boom”, ser inesperado.

Quem me vê falando assim até acredita que já vivi muitos momentos assim, mas não. E talvez por isso eu me sinta tão ansiosa pra viver, acho que sempre quis viver minha vida toda de uma vez, sempre quis saber o fim das coisas. Mas o importante não é o fim, é como se chega até lá. E tudo que eu fiz até agora foi o melhor que eu consegui.

Talvez nesse feriado eu viva um bom momento. Mas nunca há como saber, o destino vive jogando a gente de um lado pro outro, como se estivesse brincando de xadrez. Tem hora que a gente se julga invisível, mas nos esquecemos de que somos peças do jogo. O que eu posso desejar é que dê tudo certo ou, se não der, que pelo menos eu volte inteira pra casa. =)

Basket case – Green Day

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Uma resposta to ““I am one of those melodramatic fools””

  1. Fábio sábado, 15 janeiro às 20:09 #

    Dima, isso é uma verdade incontestável… Acho que para nós, especialmente, há uma luta vã contra o tédio, que parece ser infinitamente maior que nossas vontades. O pior do tédio (para mim, pelo menos) não é o fato de estar perdendo uma balada ou um belo encontro (sou antissocial, isso é fato e aprendi que isso não é um defeito meu, propriamente), mas é saber que eu poderia estar sendo útil (para os outros, para o mundo, para mim) e não estou, vida passando em branco… Bom, pelo menos é melhor do que se ver perseguido pela polícia ou se suicidando de um penhasco na Califórnia (apesar que seria uma morte linda… KKK).

    Te adoro! Continue com essas reflexões charmosas!

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