“The end has no end”

2 fev

Eu nunca fui muito boa em recomeços. Talvez por isso eu nunca tenha sido boa em matemática. Eu simplesmente odiava ter que desmanchar todo o cálculo depois de ver que o resultado tinha dado errado, então eu sempre começava a procurar onde estaria o erro. O problema é que quando você procura o erro você nunca encontra onde errou. O ideal mesmo quando se erra um cálculo é apagar tudo e começar do início, com mais atenção do que da primeira vez.

Parece que durante muito tempo eu fiz isso: evitei o recomeço e tentei procurar onde foi que eu errei no decorrer da minha vida. Se fossem poucos erros talvez eu até conseguisse encontrá-los, mas receio ter coleções de erros. Na verdade, acho que todo mundo tem. Fazer o que? Nossa sina é carregar a nossa imperfeição.

Acredito que o mais importante em recomeçar é ser perseverante, é achar que vai conseguir encontrar o resultado desejado, é lembrar que errou, mas que também é capaz de acertar. Então quando você menos esperar vai chegar ao final e perceber que alcançou o resultado esperado, e assim você não vai mais precisar voltar apagando tudo e acabar se desmanchando.

The end has no end – The STrokes

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